O CWC G10 surgiu no início da década de 1980, quando o Ministério da Defesa do Reino Unido abriu licitação para substituir os relógios mecânicos utilizados pelas forças armadas por modelos de quartzo, mais precisos e com menor necessidade de manutenção. A Cabot Watch Company passou a fornecer o modelo que ficaria conhecido como CWC G10, adotado oficialmente a partir de 1980, tornando-se um dos relógios militares britânicos mais emblemáticos do período moderno.
O nome “G10” não é originalmente uma referência comercial, mas sim ao formulário oficial (G1098) utilizado pelos militares britânicos para registrar a entrega de equipamentos aos soldados. Por isso, o apelido acabou sendo associado ao relógio. No fundo da caixa, os modelos militares traziam marcações específicas, incluindo o código “W10” (Exército), “0552” (Royal Navy) ou “6BB” (RAF), além do número de estoque da OTAN (NSN), reforçando seu caráter estritamente institucional.
Esse modelo era destinado principalmente aos membros das Forças Armadas Britânicas — Exército, Marinha e Força Aérea — sendo distribuído como equipamento padrão. Projetado para uso em campo, deveria atender a requisitos rigorosos: alta legibilidade, resistência a impactos, precisão confiável e boa visibilidade noturna (frequentemente com tritium nos marcadores). O foco não era luxo ou acabamento refinado, mas desempenho funcional em situações operacionais reais.
Com o tempo, o CWC G10 ultrapassou o uso exclusivamente militar e passou a ser apreciado também por civis, colecionadores e entusiastas de relógios de inspiração militar. Ainda hoje, ele simboliza a tradição dos “tool watches” britânicos — peças concebidas como instrumentos de trabalho, fiéis à sua herança histórica e ao propósito para o qual foram originalmente criadas.